quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Educadora da PAZ


Não há paz sem evolução dos direitos humanos.

Ativista dos direitos humanos guatemalteca nascida em Chimel, (Uspantán, El Quiché, 9 de janeiro de 1959),pequeno povoado localizado ao norte da Guatemala, Prêmio Nobel da Paz (1992) que de origem de uma família de camponeses índios e pobres, mostrou ao mundo a antiga cultura Maia-Quichéo. Cresceu trabalhando na fazenda familiar, ou nos altiplanos do norte onde a família dela viveu, ou na costa de Pacífico onde adultos e crianças iam colher café nas grandes plantações. Ainda adolescente foi envolvida em atividades de reforma sociais promovidas pela Igreja católica, e destacou-se no movimento de propriedade das mulheres.
"Una mujer con imaginación es una mujer que no sólo sabe proyectar la vida de una familia, la de una sociedad, sino también el futuro de un milenio" (Rigoberta Menchú, Premio Nobel de la Paz 1992).
Seu trabalho de reforma despertou a oposição dos poderosos, especialmente depois que uma organização de guerrilha se estabelecesse na área e sua família oi acusada de integrar atividades subversivas. Seu pai, Vicente Menchú, foi preso e torturado e depois da liberação, ajudou a fundar o Comitê da União de Camponês (CUC), organização que a filha também filiou-se (1979), infeliz ano em que seu irmão foi preso, torturado e morto pelo exército. No ano seguinte, foi a vez de seu pai quando forças de segurança atacaram violentamente a Embaixada espanhola, onde ele e alguns outros camponeses estavam instalados.
Pouco depois sua mãe também morreu depois de ter sido presa, torturada e humilhada ao extremo. A jovem ativista no entanto não desistiu da luta na CUC, e aprendeu espanhol como também outros idiomas maias além do Quichéo nativo dela. Figurou como organizadora proeminente de uma greve promovida pelo CUC (1980) e reivindicou melhores condições para os trabalhadores de fazendas na costa do Pacífico, e no dia 1 de maio (1981), encabeçou grandes manifestações na capital de seu país. Filiou-se à radical Frente Popular 31º de janeiro, onde sua contribuição principal consistiu em educar a população índia de camponeses à resistir a opressão militar.
Perseguida, escondeu-se na Guatemala (1981), e conseguiu fugir para o México, feito que marcou o começo de uma nova fase na sua vida. Tornou-se organizadora no estrangeiro da resistência contra a opressão na Guatemala e a luta para direitos humanos dos índios camponeses. Foi uma das fundadoras da frente de oposição comum ao governo guatemalteco, a Representação Unida da Oposição Guatemalteca, a RUOG (1982). No ano seguinte, ela contou a história de vida dela a Elisabeth Burgos Debray, cujo livro resultante, chamado o inglês, I, Rigoberta Menchú (1983), tornou-se um documento humano que atraiu a atenção internacional.
Tornou-se membro do Comitê Coordenando Nacional do CUC (1986), e o ano seguinte ela narrou um importante filme chamado Quando as Montanhas Tremem, sobre as lutas e sofrimentos dos descendentes maias. Em pelo menos três ocasiões, voltou à Guatemala para lutar pela causa dos camponeses índios, mas ameaças de morte a forçaram a voltar ao exílio. Durante os anos, tem se tornado extensamente conhecida como defensora da propriedade índia e reconciliação étnica-cultural, não só na Guatemala, mas em outros países latinos, e seu trabalho tem sido reconhecido e ganhou vários prêmios internacionais. Fonte: Brasil escola

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