Feira do LivroFaixa etária
4 e 5 anos
Conteúdo
Linguagem oral, leitura e escrita
Objetivos
• Formar comunidade de leitores.
• Estimular a formação de leitores e escritores desde a Educação Infantil.
• Investir na produção e no compartilhamento de resenhas.
Tempo estimado
Dois meses.
Materiais necessários
Um bom acervo literário, bem ilustrado e com vocabulário rico.
Organização da sala
Nos momentos de leitur a, coloque as crianças em roda. Na hora da escrita, faça agrupamentos de quatro.
Desenvolvimento
• 1ª ETAPA
Selecione os títulos adequados , com tramas interessantes e evitando os que têm vocabulário infantilizado. Apresente catálogos de editoras de obras infantis. Compartilhe algumas resenhas com a classe e converse sobre elas. Mesmo com o texto curto, é possível saber do que ele trata? Ele conta toda a história?
• 2ª ETAPA
Proponha fazer uma feira de livros, na qual todos terão de indicar alguns para que os visitantes se interessem e leiam. Ensine a diferença entre ler e contar. Para que as crianças se familiarizem com a linguagem escrita, leia sem acrescentar nem omitir nada. Na hora de contar uma história, mostre como a linguagem é mais coloquial e que detalhes são desnecessários no relato. Decida com a garotada os títulos favoritos para fazer as resenhas e como eles serão divulgados: em forma de painel, fôlder ou varal.
• 3ª ETAPA
Para fazer as resenhas, os pequenos precisam conhecer os livros e gostar deles. Divida a turma em grupos, colocando pelo menos um participante mais experiente para ser o escriba. Peça que todos ditem o que querem comunicar. Essa será a
base do trabalho. Lembre-os de que não se trata de reconto e questione a melhor forma de escrever para deixar as pessoas com vontade de ler.• 4ª ETAPA
Faça uma revisão coletiva de todos os textos produzidos. Chame a atenção para a repetição de palavras e para as marcas da oralidade (como aí, né e daí). Apresente as referências dos catálogos para comparação. Depois de revisadas, as produções devem ser passadas a limpo e ilustradas.
Produto final
• Feira do livro
Monte as mesas com as publicações e decida com a turma a ordem de quem falará. É interessante que todos participem, por isso faça o rodízio.
Avaliação
Observe o envolvimento do grupo e veja se os textos apresentam as características próprias do gênero trabalhado.
Fonte Revista Nova Escola.
Culminar com o dia do livro é uma dica bem criativa.
Atividades permanentes de leitura
São situações didáticas propostas com regularidade e voltadas para a formação de atitude favorável à leitura. Um exemplo desse tipo de atividade é a Hora de... (histórias, curiosidades científicas, notícias, etc.). Os alunos escolhem o que desejam ler, levam o material para casa por um tempo e se revezam para fazer a leitura em voz alta na classe. Dependendo da extensão dos textos e do que demandam em termos de preparo, a atividade pode se realizar semanalmente ou quinzenalmente, por um ou mais alunos a cada vez. Quando for pertinente, pode incluir também uma breve caracterização da obra do autor ou curiosidades sobre sua vida.
Outro exemplo é o que se pode chamar Roda de Leitores: periodicamente, os alunos tomam emprestado um livro (do acervo de classe ou da biblioteca da escola) para ler em casa. No dia combinado, uma parte deles relata suas impressões, comenta o que gostou ou não, o que pensou, sugere outros títulos do mesmo autor ou conta uma pequena parte da história para “vender”, aos colegas, o livro que o entusiasmou.

Além das atividades de leitura realizadas pelos alunos e coordenadas pelo professor, há as que podem ser realizadas basicamente pelo professor. É o caso da leitura compartilhada de livros em capítulos, que possibilita aos alunos o acesso a textos bastante longos (e às vezes difíceis) que, por sua qualidade e beleza, podem vir a encantá-los, ainda que nem sempre sejam capazes de lê-los sozinhos.
A leitura em voz alta feita pelo professor não é uma prática muito comum na escola. E, quanto mais avançam as séries, mais incomum se torna, o que não deveria acontecer, pois, muitas vezes, são os alunos maiores que mais precisam de bons modelos de leitores.
• Ampliar a visão de mundo e inserir o leitor na cultura letrada.
• Estimular o desejo de outras leituras.
• Possibilitar a vivência de emoções e o exercício da fantasia e da imaginação.
• Permitir a compreensão do funcionamento comunicativo da escrita: escreve-se um texto para ser lido.
• Expandir o conhecimento a respeito da própria leitura.
• Aproximar o leitor dos textos e os tornar familiares — condição para leitura fluente e para produção de textos.
• Possibilitar produções orais, escritas e em outras linguagens.
• Informar como escrever e sugerir sobre o que escrever.
• Ensinar a estudar.
• Possibilitar ao leitor compreender a relação que existe entre a fala e a escrita.
• Favorecer a estabilização de formas ortográficas.
Uma prática intensa de leitura na escola é, sobretudo, necessária, porque ler ensina a ler e a escrever.
Prática de produção de textos
O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes.
Um escritor competente é alguém que, ao produzir um discurso, conhecendo possibilidades que estão postas culturalmente, sabe selecionar o gênero no qual seu discurso se realizará, escolhendo aquele que for apropriado a seus objetivos e à circunstância enunciativa em questão. Exemplos: se o que deseja é convencer o leitor, o escritor competente selecionará um gênero que lhe possibilite a produção de um texto predominantemente argumentativo; se é fazer uma solicitação a determinada autoridade, provavelmente redigirá um ofício; se é enviar notícias a familiares, escreverá uma carta. Um escritor competente é alguém que planeja o discurso e, conseqüentemente, o texto em função do seu objetivo e do leitor a que se destina, sem desconsiderar as características específicas do gênero. É alguém que sabe elaborar um resumo ou tomar notas durante uma exposição oral; que sabe esquematizar suas anotações para estudar um assunto; que sabe expressar por escrito seus sentimentos, suas experiências ou opiniões.
Fonte: Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa/Secretaria de Educação Fundamental – Brasília: 1997, p. 58 a 65

