
A data foi criada em 1981, pela ONU, como um dia de cessar-fogo e a favor da não-violência.
A finalidade não é apenas que as pessoas pensem na PAZ, mas façam algo por ela.
Comemorar a PAZ a partir de nossa realidade, de nós mesmos. Em PAZ conosco e com o nosso ambiente.
Muito mais eficiente e benéfico do que o lema: ''salvar a Terra" é “cuidar da Terra”, seguindo a sabedoria nativa que mostra nossa responsabilidade em preservar a Terra e seus tesouros para as próximas sete gerações. Em lugar de “lutar pela paz” seria melhor “criar a paz”, dentro de nós e ao nosso redor. Somos partes do Todo e harmonizando o nosso ser iremos refletir esta harmonia para as nossas relações, ações e tudo o que nos cerca. Para colocar em prática este conceito de “cuidar da Terra” precisamos de uma nova filosofia de vida, baseada em novos valores e prioridades, que leve em consideração o bem estar e a interação do indivíduo, da comunidade e do planeta, em uma sinergia de respeito, idoneidade, parceria, solidariedade e paz.
1. No nível individual devemos cuidar do nosso ser, em todos os aspectos e planos( físico, psíquico, mental, emocional e espiritual). Como o corpo é a morada da nossa alma e o veículo que nos permite as experiências da jornada terrestre, somos responsáveis pelo seu bem estar e também pelos males e danos que lhe causamos. Cuidar do corpo significa um processo complexo envolvendo alimentação natural, repouso e atividade física, equilíbrio mental e emocional através de relaxamento e meditação, constante fortalecimento espiritual seguindo um caminho ou práticas de autoconhecimento e transformação, o uso de métodos naturais de cura, abolir poluentes e “venenos”( internos e externos), praticar uma ”higiene mágica”( purificação da aura e dos ambientes, o controle dos pensamentos negativos e das emoções prejudiciais, a
conscientização e libertação dos comportamentos nocivos).No nível comportamental devemos colocar em prática novos conceitos, valores e prioridades em nosso benefício, dos nossos semelhantes e de Gaia. Empenhar-nos em diminuir os excessos e gastos (água, eletricidade, combustível, papel, comida), resistir aos apelos do consumismo e da propaganda, praticar a “simplicidade voluntária”, reciclar, recuperar, renovar, doar, não acumular. Não poluir, não destruir o meio ambiente, não desperdiçar os recursos de Gaia, preservar a biodiversidade, ser consciente dos seus atos e responsável pelas conseqüências. Levar uma vida natural, ecologicamente correta, sensibilizando outras pessoas a fazerem o mesmo. Policiar suas atitudes, livrando-se de palavras agressivas e atos violentos ou egoístas, praticando gestos de gentileza e bondade. Criar um espaço e reservar um tempo para se conectar com as energias de Gaia, ouvir o seu chamado, perceber e seguir suas mensagens. Caminhar descalço, passar tempo ao ar livre, perceber qual dos elementos naturais está em excesso ou falta no seu ser e na sua vida. Compensá-los e equilibrar-se com visualizações ou meios físicos ( o Sol, meditar olhando uma vela ou perto da fogueira, sentir a brisa, tomar banho de mar ou cachoeira, trabalhar com argila, usar ervas medicinais para sua cura). Procurar seu centramento e alinhamento energético com exercícios respiratórios e posturais, criar um altar ou ponto de poder para suas meditações, orações ou rituais. Conectar-se com os seres das outras dimensões e níveis de consciência, pedindo sua proteção e ajuda, sejam eles espíritos da natureza, ancestrais, mestres, guias, Devas, Orixás, Anjos ou Divindades. Orar, agradecer as dádivas recebidas, aceitar e compreender os desafios e lições dolorosas, sabendo que são etapas importantes para o seu crescimento. Abençoar-se e abençoar os amigos e familiares, perdoar os inimigos, viver em paz consigo e com os outros, irradiar esta paz para o mundo.
Para as mulheres é vital sua conexão com as fases lunares e ritmos cósmicos, o uso de métodos naturais de cura, a compreensão e celebração das transições e mudanças nos seus ciclos biológicos e pessoais. Reconhecer-se como Filhas de Gaia e resgatar os vínculos sagrados com a Mãe Terra são passos importantes que contribuem para o fortalecimento interior .Conscientizar-se da sacralidade dos seus corpos e do direito de impor suas necessidades e respeitar seus limites, não mais permitindo abusos ou violências, seja físicos, psicológicos ou morais. A mulher é mais receptiva às energias telúricas e cósmicas, sentindo de forma mais intensa as agressões cometidas contra a Terra e os seres vivos. Por isso poderá se empenhar melhor no seu combate, assumindo maior responsabilidade e participação nos movimentos ecológicos, feministas ou da emergência da espiritualidade feminina.
2.No nível coletivo requer-se uma maneira mais amorosa, solidária e tolerante na interação e colaboração. Para isso é necessário estar disponível para ouvir, compreender, auxiliar, aconselhar, de acordo com suas possibilidades pessoais, praticando a aceitação da diversidade e a tolerância às diferenças de crenças, opções e posturas individuais. Apoiar ações em benefício dos menos favorecidos, atividades filantrópicas ou comunitárias, participar em projetos ecológicos, de preservação do meio ambiente, educativos ou sociais, são iniciativas que, a longo prazo, com perseverança e paciência podem mudar a atual mentalidade de separatividade, elitismo e egoísmo. Praticar o “ativismo mágico”, ou seja aliar às ações rituais de reverência e gratidão à Gaia em suas múltiplas manifestações, “retribuindo” com pequenos gestos como plantar árvores, cuidar de animais abandonados, participar de campanhas contra a violência e a favor da paz, evitar queimadas, não se omitir, nem se isolar, alertar as pessoas sobre as coisas erradas, empenhar-se na divulgação dos conceitos de idoneidade, moral e ética, são tantos outros recursos que podem contribuir para a formação de uma nova mentalidade.
Uma excelente forma de cooperação e solidariedade é a criação dos círculos. O círculo é um padrão energético natural e fundamental, que coleciona, concentra e redireciona energias. Representa um espaço para falar com sinceridade, ouvir com compaixão, receber conforto e orientação, celebrar, cantar, dançar, interagir, buscar orientação ou apoio emocional ou espiritual, assumir compromisso consigo mesmo ou com os outros. Podem – ou não – ter uma filiação religiosa ou algum objetivo específico (espiritual, de estudo ou ensino, artístico, artesanal, recreativo). Os círculos podem ser formados nas casas particulares, em templos, igrejas, centros comunitários, algum lugar na natureza ou mesmo pela internet, funcionando como micro-comunidades, verdadeiros receptáculos de energia, cujo objetivo é distribuir ajuda, conhecimentos, apoio, luz, amor e paz para o mundo.
Neste momento global, social e planetário, as mulheres têm uma grande responsabilidade para contribuir à mudança dos paradigmas e conceitos relacionados ao habitual modo de viver e interagir com todas as formas de vida de Gaia. O sagrado feminino está reemergindo após milênios de repressão e negação, a Deusa Mãe é o símbolo atual e essencial para a cura da Terra e das mulheres e para o surgimento de uma espiritualidade centrada na Terra. O planeta precisa, para a sua sobrevivência, desenvolver qualidades e valores femininos. Os movimentos da espiritualidade feminina ( como os que cultuam a Deusa, os grupos xamânicos, neopagãos, wicca, de ecofeminismo, “gaianismo”, ou o recém constituído Gather the Women (“juntar as mulheres”) não se constituem em religião organizada ou hierárquica, eles tem em comum a reverência à força vital imanente no mundo natural, manifestada como divindades ou seres da natureza e o resgate de práticas e celebrações ancestrais, cujo foco é o respeito à vida e a crença na sua interdependência e unidade.
3. No nível global a definição das diretrizes para uma nova estratégia de sustentabilidade da vida foi dada em 1991, na “Carta da Terra”:
- Construir uma sociedade sustentável.
- Respeitar e cuidar da comunidade dos seres vivos.
- Melhorar a qualidade da vida humana.
- Conservar a vitalidade e diversidade do planeta Terra.
- Permanecer nos limites da capacidade de suporte da Terra.
- Modificar atitudes e práticas pessoais.
- Permitir que as comunidades cuidem do seu próprio meio ambiente.
- Gerar uma estrutura nacional para integrar desenvolvimento e conservação.
- Constituir uma aliança global.
Se colocarmos em prática estes princípios essenciais de cuidados para a preservação da Terra e se nos empenharmos para conviver de uma forma mais pacífica e fraterna, poderemos unir nossos corações em uma só esperança e orar pela Mãe Terra, como os essênios faziam:
ABENÇOADO SEJA O FILHO DA LUZ QUE CONHECE A SUA MÃE TERRA
POIS É ELA A DOADORA DA VIDA
SABES QUE A TUA MÃE TERRA ESTÁ EM TI E TU ESTÁS NELA
FOI ELA QUE TE GEROU E TE DEU A VIDA
E TE DEU ESTE CORPO QUE UM DIA TU LHE DEVOLVERÁS
SABES QUE O SANGUE QUE CORRE NAS TUAS VEIAS
NASCEU DO SANGUE DE TUA MÃE TERRA
O SANGUE DELA CAI DAS NUVENS, JORRA DO VENTRE DELA
BORBULHA NOS RIACHOS DAS MONTANHAS
FLUI ABUNDANTEMENTE NOS RIOS DAS PLANÍCIES
SABES QUE O AR QUE RESPIRAS NASCE DA RESPIRAÇÃO DA TUA MÃE TERRA
O ALENTO DELA É O AZUL-CELESTE DAS ALTURAS DO CÉU
E OS SUSSURROS DAS FOLHAS DA FLORESTA
SABES QUE A DUREZA DOS TEUS OSSOS FOI CRIADA DOS OSSOS DA TUA MÃE TERRA
SABES QUE A MACIEZ DA TUA CARNE NASCEU DA CARNE DA TUA MÃE TERRA
A LUZ DOS TEUS OLHOS, O ALCANCE DOS TEUS OUVIDOS
NASCERAM DAS CORES E DOS SONS DA TUA MÃE TERRA
QUE TE RODEIAM FEITO AS ONDAS DO MAR CERCANDO O PEIXINHO
COMO O AR TREMELICANTE SUSTENTA O PÁSSARO
EM VERDADE TE DIGO TU ÉS UM COM A TUA MÃE TERRA
ELA ESTÁ EM TI E TU ESTÁS NELA
DELA TU NASCESTE, NELA TU VIVES E PARA ELA VOLTARÁS NOVAMENTE
SEGUE, PORTANTO, AS SUAS LEIS
POIS TEU ALENTO É O ALENTO DELA
TEU SANGUE O SANGUE DELA
TEUS OSSOS OS OSSOS DELA
TUA CARNE A CARNE DELA
TEUS OLHOS E TEUS OUVIDOS SÃO DELA TAMBÉM
AQUELE QUE ENCONTROU A PAZ NA SUA MÃE TERRA
NÃO MORRERÁ JAMAIS
CONHECE ESTA PAZ NA TUA MENTE
DESEJA ESTA PAZ AO TEU CORAÇÃOREALIZA ESTA PAZ COM O TEU CORPO
Fonte:http://sagrado-feminino.blogspot.com/2009/11/o-chamado-da-grande-mae.html


