quinta-feira, 9 de setembro de 2010

21 de setembro dia muldial da PAZ


A data foi criada em 1981, pela ONU, como um dia de cessar-fogo e a favor da não-violência.
A finalidade não é apenas que as pessoas pensem na PAZ, mas façam algo por ela.
Comemorar a PAZ a partir de nossa realidade, de nós mesmos. Em PAZ conosco e com o nosso ambiente.

Muito mais eficiente e benéfico do que o lema: ''salvar a Terra" é “cuidar da Terra”, seguindo a sabedoria nativa que mostra nossa responsabilidade em preservar a Terra e seus tesouros para as próximas sete gerações. Em lugar de “lutar pela paz” seria melhor “criar a paz”, dentro de nós e ao nosso redor. Somos partes do Todo e harmonizando o nosso ser iremos refletir esta harmonia para as nossas relações, ações e tudo o que nos cerca. Para colocar em prática este conceito de “cuidar da Terra” precisamos de uma nova filosofia de vida, baseada em novos valores e prioridades, que leve em consideração o bem estar e a interação do indivíduo, da comunidade e do planeta, em uma sinergia de respeito, idoneidade, parceria, solidariedade e paz.
1. No nível individual devemos cuidar do nosso ser, em todos os aspectos e planos( físico, psíquico, mental, emocional e espiritual). Como o corpo é a morada da nossa alma e o veículo que nos permite as experiências da jornada terrestre, somos responsáveis pelo seu bem estar e também pelos males e danos que lhe causamos. Cuidar do corpo significa um processo complexo envolvendo alimentação natural, repouso e atividade física, equilíbrio mental e emocional através de relaxamento e meditação, constante fortalecimento espiritual seguindo um caminho ou práticas de autoconhecimento e transformação, o uso de métodos naturais de cura, abolir poluentes e “venenos”( internos e externos), praticar uma ”higiene mágica”( purificação da aura e dos ambientes, o controle dos pensamentos negativos e das emoções prejudiciais, a conscientização e libertação dos comportamentos nocivos).
No nível comportamental devemos colocar em prática novos conceitos, valores e prioridades em nosso benefício, dos nossos semelhantes e de Gaia. Empenhar-nos em diminuir os excessos e gastos (água, eletricidade, combustível, papel, comida), resistir aos apelos do consumismo e da propaganda, praticar a “simplicidade voluntária”, reciclar, recuperar, renovar, doar, não acumular. Não poluir, não destruir o meio ambiente, não desperdiçar os recursos de Gaia, preservar a biodiversidade, ser consciente dos seus atos e responsável pelas conseqüências. Levar uma vida natural, ecologicamente correta, sensibilizando outras pessoas a fazerem o mesmo. Policiar suas atitudes, livrando-se de palavras agressivas e atos violentos ou egoístas, praticando gestos de gentileza e bondade. Criar um espaço e reservar um tempo para se conectar com as energias de Gaia, ouvir o seu chamado, perceber e seguir suas mensagens. Caminhar descalço, passar tempo ao ar livre, perceber qual dos elementos naturais está em excesso ou falta no seu ser e na sua vida. Compensá-los e equilibrar-se com visualizações ou meios físicos ( o Sol, meditar olhando uma vela ou perto da fogueira, sentir a brisa, tomar banho de mar ou cachoeira, trabalhar com argila, usar ervas medicinais para sua cura). Procurar seu centramento e alinhamento energético com exercícios respiratórios e posturais, criar um altar ou ponto de poder para suas meditações, orações ou rituais. Conectar-se com os seres das outras dimensões e níveis de consciência, pedindo sua proteção e ajuda, sejam eles espíritos da natureza, ancestrais, mestres, guias, Devas, Orixás, Anjos ou Divindades. Orar, agradecer as dádivas recebidas, aceitar e compreender os desafios e lições dolorosas, sabendo que são etapas importantes para o seu crescimento. Abençoar-se e abençoar os amigos e familiares, perdoar os inimigos, viver em paz consigo e com os outros, irradiar esta paz para o mundo.
Para as mulheres é vital sua conexão com as fases lunares e ritmos cósmicos, o uso de métodos naturais de cura, a compreensão e celebração das transições e mudanças nos seus ciclos biológicos e pessoais. Reconhecer-se como Filhas de Gaia e resgatar os vínculos sagrados com a Mãe Terra são passos importantes que contribuem para o fortalecimento interior .Conscientizar-se da sacralidade dos seus corpos e do direito de impor suas necessidades e respeitar seus limites, não mais permitindo abusos ou violências, seja físicos, psicológicos ou morais. A mulher é mais receptiva às energias telúricas e cósmicas, sentindo de forma mais intensa as agressões cometidas contra a Terra e os seres vivos. Por isso poderá se empenhar melhor no seu combate, assumindo maior responsabilidade e participação nos movimentos ecológicos, feministas ou da emergência da espiritualidade feminina.

2.No nível coletivo requer-se uma maneira mais amorosa, solidária e tolerante na interação e colaboração. Para isso é necessário estar disponível para ouvir, compreender, auxiliar, aconselhar, de acordo com suas possibilidades pessoais, praticando a aceitação da diversidade e a tolerância às diferenças de crenças, opções e posturas individuais. Apoiar ações em benefício dos menos favorecidos, atividades filantrópicas ou comunitárias, participar em projetos ecológicos, de preservação do meio ambiente, educativos ou sociais, são iniciativas que, a longo prazo, com perseverança e paciência podem mudar a atual mentalidade de separatividade, elitismo e egoísmo. Praticar o “ativismo mágico”, ou seja aliar às ações rituais de reverência e gratidão à Gaia em suas múltiplas manifestações, “retribuindo” com pequenos gestos como plantar árvores, cuidar de animais abandonados, participar de campanhas contra a violência e a favor da paz, evitar queimadas, não se omitir, nem se isolar, alertar as pessoas sobre as coisas erradas, empenhar-se na divulgação dos conceitos de idoneidade, moral e ética, são tantos outros recursos que podem contribuir para a formação de uma nova mentalidade.
Uma excelente forma de cooperação e solidariedade é a criação dos círculos. O círculo é um padrão energético natural e fundamental, que coleciona, concentra e redireciona energias. Representa um espaço para falar com sinceridade, ouvir com compaixão, receber conforto e orientação, celebrar, cantar, dançar, interagir, buscar orientação ou apoio emocional ou espiritual, assumir compromisso consigo mesmo ou com os outros. Podem – ou não – ter uma filiação religiosa ou algum objetivo específico (espiritual, de estudo ou ensino, artístico, artesanal, recreativo). Os círculos podem ser formados nas casas particulares, em templos, igrejas, centros comunitários, algum lugar na natureza ou mesmo pela internet, funcionando como micro-comunidades, verdadeiros receptáculos de energia, cujo objetivo é distribuir ajuda, conhecimentos, apoio, luz, amor e paz para o mundo.
Neste momento global, social e planetário, as mulheres têm uma grande responsabilidade para contribuir à mudança dos paradigmas e conceitos relacionados ao habitual modo de viver e interagir com todas as formas de vida de Gaia. O sagrado feminino está reemergindo após milênios de repressão e negação, a Deusa Mãe é o símbolo atual e essencial para a cura da Terra e das mulheres e para o surgimento de uma espiritualidade centrada na Terra. O planeta precisa, para a sua sobrevivência, desenvolver qualidades e valores femininos. Os movimentos da espiritualidade feminina ( como os que cultuam a Deusa, os grupos xamânicos, neopagãos, wicca, de ecofeminismo, “gaianismo”, ou o recém constituído Gather the Women (“juntar as mulheres”) não se constituem em religião organizada ou hierárquica, eles tem em comum a reverência à força vital imanente no mundo natural, manifestada como divindades ou seres da natureza e o resgate de práticas e celebrações ancestrais, cujo foco é o respeito à vida e a crença na sua interdependência e unidade.


3. No nível global a definição das diretrizes para uma nova estratégia de sustentabilidade da vida foi dada em 1991, na “Carta da Terra”:
- Construir uma sociedade sustentável.
- Respeitar e cuidar da comunidade dos seres vivos.
- Melhorar a qualidade da vida humana.
- Conservar a vitalidade e diversidade do planeta Terra.
- Permanecer nos limites da capacidade de suporte da Terra.
- Modificar atitudes e práticas pessoais.
- Permitir que as comunidades cuidem do seu próprio meio ambiente.
- Gerar uma estrutura nacional para integrar desenvolvimento e conservação.
- Constituir uma aliança global.
Se colocarmos em prática estes princípios essenciais de cuidados para a preservação da Terra e se nos empenharmos para conviver de uma forma mais pacífica e fraterna, poderemos unir nossos corações em uma só esperança e orar pela Mãe Terra, como os essênios faziam:

ABENÇOADO SEJA O FILHO DA LUZ QUE CONHECE A SUA MÃE TERRA
POIS É ELA A DOADORA DA VIDA
SABES QUE A TUA MÃE TERRA ESTÁ EM TI E TU ESTÁS NELA
FOI ELA QUE TE GEROU E TE DEU A VIDA
E TE DEU ESTE CORPO QUE UM DIA TU LHE DEVOLVERÁS
SABES QUE O SANGUE QUE CORRE NAS TUAS VEIAS
NASCEU DO SANGUE DE TUA MÃE TERRA
O SANGUE DELA CAI DAS NUVENS, JORRA DO VENTRE DELA
BORBULHA NOS RIACHOS DAS MONTANHAS
FLUI ABUNDANTEMENTE NOS RIOS DAS PLANÍCIES
SABES QUE O AR QUE RESPIRAS NASCE DA RESPIRAÇÃO DA TUA MÃE TERRA
O ALENTO DELA É O AZUL-CELESTE DAS ALTURAS DO CÉU
E OS SUSSURROS DAS FOLHAS DA FLORESTA
SABES QUE A DUREZA DOS TEUS OSSOS FOI CRIADA DOS OSSOS DA TUA MÃE TERRA
SABES QUE A MACIEZ DA TUA CARNE NASCEU DA CARNE DA TUA MÃE TERRA
A LUZ DOS TEUS OLHOS, O ALCANCE DOS TEUS OUVIDOS
NASCERAM DAS CORES E DOS SONS DA TUA MÃE TERRA
QUE TE RODEIAM FEITO AS ONDAS DO MAR CERCANDO O PEIXINHO
COMO O AR TREMELICANTE SUSTENTA O PÁSSARO
EM VERDADE TE DIGO TU ÉS UM COM A TUA MÃE TERRA
ELA ESTÁ EM TI E TU ESTÁS NELA
DELA TU NASCESTE, NELA TU VIVES E PARA ELA VOLTARÁS NOVAMENTE
SEGUE, PORTANTO, AS SUAS LEIS
POIS TEU ALENTO É O ALENTO DELA
TEU SANGUE O SANGUE DELA
TEUS OSSOS OS OSSOS DELA
TUA CARNE A CARNE DELA
TEUS OLHOS E TEUS OUVIDOS SÃO DELA TAMBÉM
AQUELE QUE ENCONTROU A PAZ NA SUA MÃE TERRA
NÃO MORRERÁ JAMAIS
CONHECE ESTA PAZ NA TUA MENTE
DESEJA ESTA PAZ AO TEU CORAÇÃO
REALIZA ESTA PAZ COM O TEU CORPO
Fonte:http://sagrado-feminino.blogspot.com/2009/11/o-chamado-da-grande-mae.html

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

EDUCADORA DA PAZ


Wangari Maathai
Ativista africana Wangari Maathai, ministra do meio ambiente do Quênia. Ela plantou 30 milhões de árvores e ganhou o Prêmio Nobel da Paz, em 2004.
A ecologista queniana Wangari Maathai, 64, é a primeira africana a ganhar o prêmio Nobel da Paz. Ela sucede a iraniana Shirin Ebadi, primeira muçulmana a obter este reconhecimento.

Maathai foi premiada por sua permanente luta contra o desmatamento, um fator de pobreza e instabilidade na África . Embora pouco conhecida mundialmente, ela foi reconhecida depois de vários pesos pesados da política mundial, como o ex-presidente americano Jimmy Carter e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Bióloga, a africana é vice-ministra do Meio Ambiente do Quênia e responsável por projetos de reflorestamento no país. Em meados dos anos 70, Maathai criou o Movimento Cinturão Verde, em seu país, com a intenção de promover e proteger a biodiversidade africana, criando empregos, particularmente em áreas rurais, e promovendo o papel da mulher na sociedade. O movimento também plantou mais de 30 milhões de árvores na África.

Por sua atuação em defesa do meio ambiente, Maathai já foi presa diversas. A professora costuma dizer que "quando se começa a trabalhar seriamente em temas ambientais, a arena passa a ser os direitos humanos, os direitos das mulheres, os direitos ambientalistas, os direitos das crianças, isto é, os direitos de todo mundo". "Uma vez que se começa a realizar essas associações, já não se pode continuar simplesmente plantando árvores", acrescenta.

Em março deste ano, a ecologista havia ganhado o Prêmio Sophie 2004, reconhecimento norueguês para esforços ambientalistas ou de desenvolvimento

Ao receber os US$ 1,3 milhão referentes ao prêmio Nobel, Maathai disse: "Nunca vi tanto dinheiro na minha vida". Para comemorar o prêmio, ela plantou uma árvore em sua cidade natal.

A árvore é um símbolo de paz na África. Em diversas comunidades, ainda sobrevive uma antiga tradição. Quando há um conflito, a pessoa mais velha planta uma árvore entre os dois lados em disputa. Este cerimonial sinaliza o início da reconciliação entre as partes. Foi esta herança cultural – ecológica e pacifista – a inspiração para Wangari Maathai, 65 anos, iniciar no Quênia, em 1977, o Movimento Cinturão Verde.Educada nos Estados Unidos e na Alemanha, a professora de anatomia animal da Universidade de Nairobi não tirava da cabeça o que vinha testemunhando desde criança. Árvores substituídas por lavouras comerciais, como ocorre agora na Amazônia. O desflorestamento do Quênia destruiu boa parte da biodiversidade e reduziu a capacidade das florestas de conservar água, um recurso bastante escasso na região.
Para mudar aquela situação, Wangari Maathai começou uma campanha de esclarecimento com grupos de mulheres mostrando que árvores deviam ser plantadas. Aos poucos, elas foram percebendo que o plantio gerava emprego, combustível, comida, abrigo, melhorava o solo e ajudava a manter as reservas de água. Nas últimas três décadas, as mulheres do Quênia plantaram mais de 30 milhões de árvores.
O trabalho de conscientização foi difícil. “O nosso povo foi historicamente persuadido a acreditar que, por ser pobre, também não tinha conhecimento e capacidade para enfrentar os seus próprios problemas. E esperavam soluções de fora. As mulheres não conseguiam perceber que para atender às suas necessidades básicas era preciso um meio ambiente saudável e bem manejado”, recorda a professora Wangari Maathai.
A sua militância pacífica pela recuperação ambiental das florestas africanas foi reconhecida mundialmente em dezembro de 2004 quando ela recebeu em Oslo, na Noruega, o Prêmio Nobel da Paz. “Eu acredito que a solução para a maioria dos nossos problemas vem de nós mesmos”, ensina a professora e ativista Wangari Maathai, que hoje luta para cancelar a dívida externa dos países pobres.
A família humana, na avaliação da Prêmio Nobel da Paz de 2004, tem que enfrentar um fato muito grave: o meio ambiente é fundamental para alcançar a paz. Quando ele está degradado, as pessoas sofrem, pois não têm os recursos necessários para sobreviver. É preciso compartilhar os recursos naturais de forma eqüitativa para reverter a distribuição injusta de recursos que atualmente existe no mundo.
Na África, relata Wangari, existem muitos conflitos por recursos naturais escassos e degradados. As pessoas lutam pelo que restou de terra, água, pastos e florestas. Para resolver estes graves conflitos, que estão gerando milhões de refugiados ecológicos em todo o planeta, a professora do Quênia defende uma consciência cada vez maior sobre três questões: sensibilidade ambiental, um bom governo democrático e paz.
“Nós plantamos árvores para proteger o solo, prevenir a erosão, fazer as pessoas entenderem que a terra é um recurso natural importante. Quando o vento e a água produzem erosão, a terra está perdida para sempre. Mostramos para as pessoas que o solo onde elas plantam é fundamental para ter boas colheitas. As árvores também são uma fonte de energia para a maioria das populações rurais”, ressalta Wangari.
A presidente do Movimento Cinturão Verde faz uma conta. Como cada pessoa emite gás carbônico, ela necessitaria plantar pelo menos dez árvores para zerar o seu impacto ecológico no planeta. “Por isso eu sempre insisto neste ponto: plantem pelo menos dez árvores!”, enfatiza a queniana também engajada na campanha dos quatro erres: reduzir, reutilizar, reciclar e reparar. FONTE: UOL.PESQUISA;ECOAMIGOS.WORDPRESS.COM

MORRE WANGARI MAATHAI
A queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz em 2004 por seu compromisso com o meio ambiente, faleceu no domingo aos 71 anos vítima de um câncer, anunciou o movimento Greenbelt, fundado pela ativista.
"Com imensa tristeza, a família de Wangari Maathai anuncia seu falecimiento, ocorrido em 25 de setembro de 2011 depois de um longo e corajoso combate contra o câncer", anuncia o movimento em sua página na internet.
Em 2004, a militante foi recompensada com o Nobel pelo trabalho do Movimento Greenbelt (Cinturão Verde), fundado em 1977, e foi a primeira mulher africana a receber o prêmio.
Principal projeto de plantação de árvores na África, o movimento busca promover a biodiversidade e, ao mesmo tempo, criar empregos para as mulheres e realçar sua imagem.
Desde 1977, a organização plantou quase 40 milhões de árvores na África.
Maathai foi a primeira mulher a completar o doutorado na África central e oriental. Ela comandou a Cruz Vermelha queniana nos anos 70 e foi secretária Estado para o Meio Ambiente entre 2003 e 2005.
Em sua autobiografia publicada em 2006, com o título "Com a cabeça bem alta", contou como, em consequência das mudanças climáticas especialmente, o meio ambiente se degradou em sua região natal, o monte Quênia.
Além do país natal, Wangari Maathai ampliou o combate ecológico a toda África. Nos últimos anos, a militante se dedicou à proteção da selva da bacia do Congo na África central, segundo maior maciço florestal tropical do mundo.
No combate a favor do meio ambiente no Quênia, país pobre da África oriental, a militante enfrentou a corrupção e a repressão policial. Ela foi detida várias vezes.
Algumas declarações polêmicas sobre a Aids em 2003 - que ela retificou depois - provocaram dúvidas sobre ela, sobretudo por parte de Washington.
Maathai tinha três filhos - Waweru, Wanjira e Muta - e uma neta, Ruth Wangari.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

EDUCADOR DA PAZ


MARTIN LUTHER KING
15 de janeiro de 1929, Atlanta (EUA)
4 de abril de 1968, Memphis (EUA)

"Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele." Este é um trecho do famoso discurso de Martin Luther King em Washington, capital dos Estados Unidos, proferido no dia de 28 de agosto de 1963, numa manifestação que reuniu milhares de pessoas pelo fim do preconceito e da discriminação racial.

Martin Luther King Jr. era filho e neto de pastores protestantes batistas. Fez seus primeiros estudos em escolas públicas segregadas e graduou-se no prestigioso Morehouse College, em 1948.

Formou-se em teologia pelo Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston. Lá conheceu sua futura esposa, Coretta Scott, com quem teve quatro filhos.

Em 1954 Martin Luther King iniciou suas atividades como pastor em Montgomery, capital do estado do Alabama. Envolvendo-se no incidente em que Rosa Parks se recusou a ceder seu lugar para um branco num ônibus, King liderou um forte boicote contra a segregação racial. O movimento durou quase um ano, King chegou a ser preso, mas ao final a Suprema Corte decidiu pelo fim da segregação racial nos transportes públicos.

Em 1957 tornou-se presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul, intensificando sua atuação como defensor dos direitos civis por vias pacíficas, tendo como referência o líder indiano Mahatma Ghandi.

Em 1959, King voltou para Atlanta para se tornar vice-pastor na igreja de seu pai. Nos anos seguintes participou de inúmeros protestos, marchas e passeatas, sempre lutando pelas liberdades civis dos negros.

Os eventos mais importantes aconteceram nas cidades de Birmingham, no Alabama, St. Augustine, na Flórida, e Selma, também no Alabama. Luther King foi preso e torturado diversas vezes, e sua casa chegou a ser atacada por bombas.

Em 1963 Martin Luther King conseguiu que mais de 200.000 pessoas marchassem pelo fim da segregação racial em Washington. Nesta ocasião proferiu seu discurso mais conhecido, "Eu Tenho um Sonho". Dessas manifestações nasceram a lei dos Direitos Civis, de 1964, e a lei dos Direitos de Voto, de 1965.

Em 1964, Martin Luther King recebeu o Prêmio Nobel da Paz. No início de 1967, King uniu-se aos movimentos contra a Guerra do Vietnã. Em abril de 1968, foi assassinado a tiros por um opositor, num hotel na cidade de Memphis, onde estava em apoio a uma greve de coletores de lixo.

Fonte: uol. pesquisa

Turmas 11 A 11B 11C 2009